quinta-feira, dezembro 3

Sobre Sentimentos - Dor

Meu sangue se derrama ao cálice do abismo.
Meus dedos tocam o infinito no
luar
Meus olhos fixam ai imagens repetitivas da dor
Meu corpo levita
para o inferno...
O inferno me revigora, me atrai, me concretiza
O céu
supõe a minha própria ilusão
Os dois me fazem castigar e agradecer
aos
deuses
Minhas conquistas e meus pecados
Assim sou a pessoa que
os olhos
não podem ver mas,
Podem sangrar diante do meu silencio.

By: Juliana Pereira Alves, ou Alves Pereira se preferir.



Ao olhar-me no espelho, nada via
Ele me refletia o vazio e o caos de minha alma
Nada podia se ver refletido no espelho além
Do abismo de dor que se encontra em meus olhos
Os olhos já não choram
Deles não saem mais lagrimas, mas sim
O amargo fel que corre em minhas veias
Nada o céu pode fazer,
Nada maios de mim o inferno pode tragar
Nada sou
Acabou-se o que sobrou de mim
Meu eu esvaiu-se em minha ultima tentativa
Frustrada de viver
Então hoje sobra o caos e a dor e um espelho sem reflexo

By LuC

terça-feira, novembro 17

Soneto - Tarde Triste

Tarde triste, solitária
acompanhado dos anjos de pedra
meu coração pranteia em
um lastimoso vale de lagrimas salgadas

Nada mais brilha
nada mais tem cor
todos os sabores tornaram-se
insossos, e as fragrâncias perderam-se

Tarde triste para um
coração solitário, e
já vem a noite amarguradora

Tarde triste, noite
vem, já esta descendo
e eu sozinho, sofrendo

sexta-feira, novembro 13

Soneto - Você

Ao cair da noite
lembro-me de você
vindo em minha direção
como naquele dia

Ao lembrar-me de você
um turbilhão de emoções me toma
e me faz cair em teus braços
e desfrutar de teus abraços

Quando estou com você
mesmo que em pensamento
o mundo para, e eu reparo

Que na realidade
não estou com você
e isso jamais irá acontecer.

quinta-feira, outubro 15

Sobre Sentimentos - Saudade

E então você sumiu.
Onde andarás? O que fazes?
Não sei.
Será que vai voltar?
Tenho esperança que sim...
E se voltar, será o mesmo?
Ainda me abraçará?
Cantará para mim?
Deitaremos sobre a relva e
contemplaremos as estrelas?
Você ainda me amará, como eu ainda te amo?
e sempre te amarei.
Esquecestes de mim?
Não me da noticias...
Será que está bem?
Precisa de ajuda?
Eu estou aqui te esperando.
Volte!
Te receberei em meus braços
te envolvendo em abraços.
E de lábios colados, teremos nossos beijos trocados.
Ah! Que saudade dos teus beijos e abraços!
Da sua pele, do seu cheiro, de seus olhos.
Saudade de afagarte, de brincar com seus cachos castanhos.
Eu sei que vai voltar.
Então te espero.
Até logo!

quarta-feira, setembro 2

Sobre Sentimentos - Tristeza

Existem certos [errados] momentos em que somos acometidos por uma infinita tristeza. Tristeza esta que nos é como um abraço envolvente que cobre cada molécula de carbono do nosso corpo.
Ela chega sem hora marcada e sem aviso prévio, e simplesmente [ou não tão simples assim] toma posse de nossas almas expulsando cada outro sentimento que não seja ela: A Tristeza.

Tristeza que de tão triste morreu e em meu peito foi sepultada, e então agora dentro de mim jaz a tristeza que mesmo sem vida vive triste entristecendo o velho coração em que está.

Os outros sentimentos temem o coração por ali ser assombrado pelo triste espírito da tristeza, ela tomou o melhor lugar para si, e os outros tiveram que se acomodar em outros lugares, muitos encontraram junto da razão um lugar. Não era como no coração, ali era apertado e a razão ocupa muito espaço, então alguns foram para onde habita a angustia e assim foram sentimentos invadindo lugar de sentimentos e se confundindo entre si.

Mas o amor não abandonou o coração ele ainda está lá. Fraco demais para lutar pelo seu lugar, temeroso demais para encarar o fantasma da tristeza. Uma coisa é certa se o amor não deixar logo o coração ele vai morrer, e morrer de tristeza por ninguém jamais sequer lhe olhar nos olhos, além do triste fantasma que no coração habita.

quinta-feira, agosto 13

Jaguardarte

Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.

"Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassurra!''

Ele arrancou sua espada vorpal
E foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvora Tamtam êle afinal
Parou, um dia, sonilundo.

E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,
Sorrelfiflando através da floresta,
E borbulia um riso louco!

Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta, e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.

"Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!''
Ele se ria jubileu.

Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.

[Homenagem ao mestre do nonsense, Lewis Carrol]

terça-feira, agosto 11

Lamaçal

Escute! As nuvens se misturando a escuridão
É tão fácil sofrer
Silêncio! Podes escutar tal adoração?
Nesses anos todos vivi no "fundo do poço"
Como se fosse um cadáver dormindo em vossa sepultura
Temos que desejar sair dessa vida de sonhos e mentira
Não é ter receio, nem se fingir de fraco
Mas quero harmonia, felicidade e outros mais
Nunca desejei tanto em minha vida
Golpeado pelos sentimentos pálidos
Ao qual fomos julgados
Eu tentei abrir vossa mente
E assim poder acender seu coração
Sentir o frio e a miséria que emerge de seu interior
Para que possa nascer novas paisagens
Como se fosse uma estrela no céu na luz do amanhecer
Pois sei que essa alegria toda não irá durar muito
Detenha esse frio que vem de seu interior